Lindos Dias
Numa paisagem desértica, uma mulher, Winnie, está enterrada até à cintura, num montículo de terra que, pouco a pouco, a cobrirá até ao pescoço. Atrás, o seu marido, Willie, quase sempre escondido aos olhos do público. Winnie parece ignorar, candidamente, a sua situação, e entrega-se a ocupar mais um “ lindo dia”: reza, prepara-se, fala, revisita memórias, manipula objectos quotidianos, guardados numa mala ao seu lado, dirige-se a Willie, que, muito raramente, murmura qualquer coisa.
Em LINDOS DIAS! (Happy Days), Samuel Beckett continua a sua busca de um sentido para a existência.
Explorando a vertente metateatral do texto de Beckett e sua dimensão tragicómica, a paisagem desértica convocada por Beckett é, nesta versão, um teatro em ruínas e os actores, dois velhos “clowns” enterrados nos seus escombros.
Encenação: Sandra Faleiro
Tradução: João Paulo Esteves da Silva
Interpretação: Cucha Carvalheiro I Luís Madureira
Cenário e figurinos: Maria João Castelo
Desenho de Luz: Cristina Piedade
Direcção Musical: Sérgio Delgado
Apoio Vocal: Luís Madureira
Assistência de Cena: Hélder Bugios
Co-Produção: São Luiz Teatro Municipal e Causas Comuns
2018
Lisboa – São Luiz Teatro Municipal – 12 a 22 Abril
Bragança – Teatro Municipal de Bragança – 27 Abril
Torres Novas – Teatro Virgínia – 12 Maio
Madeira – Teatro das Mudas – 8 Setembro
2019
Lisboa – Teatro Meridional – 24 Janeiro a 3 Fevereiro
Porto – Teatro do Bolhão – 8 e 9 Fevereiro
Almada – Teatro Municipal Joaquim Benite – 15 e 16 Fevereiro
In a desert landscape, a woman, Winnie, is buried to the chest, on a mound of earth that will gradually cover her neck. Behind, her husband, Willie, almost always hidden from the public. Winnie seems to candidly ignore her situation and gives herself up to another "happy day": praying, preparing herself, talking, revisiting memories, manipulating everyday objects, stored in a suitcase by her side, talking to Willie, who, very rarely, mumbles anything.
In Happy Days, Samuel Beckett continues his quest for an existence’s meaning.
Exploring the metateatrical strand of Beckett's text and its tragicomic dimension, Beckett's desert landscape is, in this version, a ruined theater and the actors, two old clowns buried in their debris.
Direction: Sandra Faleiro
Translation: João Paulo Esteves da Silva
Performers: Cucha Carvalheiro I Luís Madureira
Set and Costumes: Maria João Castelo
Light Design: Cristina Piedade
Sound Design: Sérgio Delgado
Vocal support: Luís Madureira
Scene assistance: Hélder Bugios
Co-production: Causas Comuns and São Luiz Teatro Municipal